O Tribunal do Júri acatou acusação do Ministério Público da Bahia e condenou, na última sexta-feira (24) os internos Jefferson Assis do Vale, John Lenon Matias Pereira, José Roberto Santos de Jesus e Tullio Santos Carneiro a 26 anos de reclusão, em regime fechado, pela prática de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa das vítimas.
O julgamento ocorreu no Fórum Filinto Bastos, em Feira de
Santana. A acusação do MPBA foi sustentada pelos promotores de Justiça Davi
Gallo e Luciano Assis. Segundo a denúncia, os crimes ocorreram no dia 7 de
janeiro de 2023, no interior do Pavilhão 8 do Conjunto Penal de Feira de
Santana, contra Antônio Marcos Vitória Nunes e Júlio Cezar da Silva Rocha, que
foram mortos com extrema violência, incluindo estrangulamento e
decapitação.
A execução foi motivada por uma rixa no dia anterior entre lideranças de uma facção criminosa, à qual pertenciam os condenados e as vítimas. “Motivados pela referida cisão, como forma de demonstração de poder entre os novos grupos que se formavam diante da desavença entre seus líderes, os denunciados renderam e assassinaram as vítimas, o que foi assistido por diversos internos”, narra a denúncia. A juíza Márcia Simões Costa, que presidiu o julgamento, determinou a execução imediata da pena, em regime fechado, com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a soberania dos vereditos do júri.
