O valor da cesta básica com 12 produtos alimentares (arroz, feijão, farinha, carne, tomate, banana, óleo, café, leite, açúcar, pão e manteiga) e suas respectivas quantidades, passou a custar R$ 546,75 no mês de dezembro de 2025, em Feira de Santana. Este valor representou aumento de 4,94% em comparação com o mês de novembro.
Segundo pesquisa do programa Conhecendo a Economia Feirense:
o custo da cesta básica e indicadores socioeconômicos do curso de Ciências
Econômicas da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), dos doze
produtos que compõem a cesta, quatro tiveram reduções em seus preços médios,
destacando-se as quedas nos preços da manteiga (-4,37%) e do açúcar (-3,60%).
Os produtos que registraram as maiores elevações foram o tomate (25%), a banana
(10,67%) e a carne (4,46%).
Com relação as variações dos preços da cesta básica em Feira
de Santana no último trimestre (outubro/novembro/dezembro) e nos últimos 12
meses (dezembro de 2024 a dezembro de 2025), no curto prazo verifica-se redução
do preço da cesta básica em -1,39% e um pequeno aumento de 1,11% no longo
prazo.
A pesquisa observa ainda que houve redução do preço de quase
todos os produtos no último trimestre, exceto a carne, a farinha de mandioca e
o feijão, essas reduções proporcionaram queda de 1,39% no preço da cesta básica
em Feira de Santana.
Ao se averiguar os preços nos últimos 12 meses, percebe-se
que houve queda nos preços de nove produtos, com as maiores reduções sendo
observadas para o arroz, o açúcar e o óleo de soja. Não obstante às reduções
dos preços em nove produtos, houve pequena elevação no preço da cesta básica no
ano de 2025 ocasionado, principalmente, pelos aumentos nos preços do café.
Sobre a trajetória evolutiva dos preços da cesta básica nos
últimos 12 meses, verificam-se movimentos de elevação dos preços entre os meses
de dezembro de 2024 a abril de 2025, tendo-se iniciado, neste mês, uma
trajetória descendente até novembro de 2025, com um repique em julho de 2025.
Conforme os registros históricos, a trajetória de queda dos preços foi
encerrada após o esperado, que seria em outubro, contudo, em 2024, os preços
caíram até setembro, demonstrando uma pequena irregularidade no comportamento
dos preços, porém, caso haja confirmação do comportamento de crescimento dos
preços, deve-se observar elevações até abril de 2026.
O percentual de gasto de cada alimento no preço da cesta, ou
seja, a participação percentual de cada alimento (preço médio multiplicado pela
quantidade estabelecida de cada produto na cesta) no preço total da cesta,
mostra que os produtos que mais pesaram na composição do preço da cesta básica
foram a carne, o pão e a banana-prata e os produtos que menos pesaram na cesta
foram o arroz, o açúcar e o óleo de soja.
Os gastos com as despesas do café da manhã (pão, manteiga,
café, leite e açúcar) totalizaram 37,34% do preço da cesta e a participação
relativa do almoço (arroz, feijão, farinha e carne) foi de 38,37% do preço da
cesta. Essas duas grandes refeições representaram 75,71% do preço da cesta,
sendo que o feirense gastou, em média, R$ 204,15 (0,88% a mais que em novembro)
com o café da manhã e gastou R$ 209,79 com o almoço (3,06% a mais que em
novembro).
O preço da cesta básica ocupou 38,94% do salário mínimo líquido (salário mínimo descontada a contribuição previdenciária de 7,50%), 0,04 pontos percentuais (p.p.) superior ao observado em novembro, exigindo que o trabalhador feirense trabalhasse 85 horas e 39 minutos para adquirir a cesta básica, resultando em quatro horas e dois minutos a mais de trabalho para comprá-la.





