Em dezembro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, a Bahia encerrou 19.498 postos com carteira assinada (diferença entre 63.901 admissões e 83.399 desligamentos). Os dados foram sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
O saldo de dezembro (-19.498 postos) se revelou inferior ao
de novembro (+8.619 postos) e se mostrou o menor do ano no estado. A Bahia,
assim, passou a contar com 2.232.149 vínculos celetistas ativos, uma variação
de -0,87% sobre o quantitativo do mês anterior.
No mês de dezembro, historicamente, o Caged apresenta saldo
negativo de postos de trabalho no estado, reflexo sobretudo do encerramento de
contratos temporários nos setores de comércio e serviços e nas atividades
sazonais, como as contratações vinculadas às safras agrícolas.
Na Bahia, em dezembro, as cinco grandes atividades
registraram saldo negativo. O setor de Construção (-7.114 vagas) foi o que mais
fechou postos. Em seguida, vieram o segmento de Serviços (-4.199 vagas),
Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-3.857
empregos), Indústria geral (-2.573 vínculos) e Comércio; reparação de veículos
automotores e motocicletas (-1.753 postos) que também registraram supressão
líquida de postos.
No mês, o Brasil fechou 618.164 vagas, enquanto o Nordeste
encerrou 59.734 postos, variações de -1,26% e -0,72% do estoque do mês
anterior, respectivamente. A Bahia registrou variação de -0,87%. Houve redução
do emprego celetista nas 27 unidades federativas em dezembro.
No agregado do ano, a Bahia preencheu 94.380 novas vagas –
aumento de 4,41% em relação ao total de vínculos do começo do ano. A geração de
postos de trabalho com registro em carteira na Bahia em 2025, com 94.380 mil
novos postos, superou o resultado para o mesmo conjunto de meses do ano
passado, quando 85.474 novos vínculos empregatícios foram estabelecidos.
De janeiro a dezembro, todos os grandes grupamentos
registraram resultado positivo. O setor de Serviços (+54.459 vagas) foi o de
maior saldo. Em seguida, Indústria geral (+14.829 vínculos), Comércio;
reparação de veículos automotores e motocicletas (+12.748 vagas), Construção
(+10.055 empregos) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e
aquicultura (+2.295 empregos) também criaram postos celetistas.
O crescimento do emprego foi observado no Brasil e no
Nordeste no ano, com 1.279.498 e 347.940 novas vagas, respectivamente – altas
de 2,71% e 4,38% em relação ao quantitativo do início de 2025. A Bahia
(+4,41%), dessa forma, exibiu um crescimento relativo maior tanto do que o do
Nordeste quanto do que o do país.
No acumulado do ano, todas as unidades federativas contaram com aumento de empregos celetistas. A Bahia exibiu o terceiro maior saldo agregado do país e o maior do Nordeste.
