Feira de Santana registrou saldo negativo de 875 empregos formais em dezembro de 2025, segundo dados – ainda não revisados – divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ferramenta do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), na última quinta-feira (29). O resultado interrompeu uma sequência de dez meses consecutivos de saldo positivo no indicador.
Os dados ainda não sofreram revisão, o que pode aumentar ou
diminuir o desempenho da cidade no mês analisado. O valor é resultado de 3.958
admissões contra 4.833 desligamentos. A ferramenta traz dados do emprego formal
no Brasil, com registro em Carteira de Trabalho. Até dezembro de 2025, segundo
o sistema, eram 147.095 trabalhadores feirenses com vínculos celetistas ativos,
ou seja, trabalhando com CTPS assinada.
No acumulado do ano, Feira de Santana registrou saldo
positivo de 6.208 novos postos de trabalho em 2025, ficando abaixo da marca de
2024, quando encerrou o ano com 7.490 empregos criados, índice com todas as
revisões do sistema, uma redução de 17%. Em todo ano de 2025, foram 66.948
admissões, contra 60.740 demissões.
Na análise por setor da economia todos registraram
desempenho negativo. Na Construção, foram 286 admitidos e 647 demitidos, com
saldo de -361. A Agropecuária registrou 16 contratações e 16 demissões.
Indústria, com 487 admissões e 538 demissões, registrou saldo negativo de -51
postos de trabalho. Comércio, com 1.261 admissões e 1.591 demissões, registrou
saldo negativo de 330 empregos e Serviços, com 1.908 contratações e 2.041
desligamentos, encerrou o mês de dezembro com saldo de empregos de -133.
Com relação as contratações em dezembro, das 3.958
admissões, 2.164 (54,6%) foram homens e 1.794 (45,3%) mulheres. 1.187 (30%)
trabalhadores tinham entre 18 a 24 anos e 3.194 (80,6%) com ensino médio
completo. Trabalhadores de serviços administrativos foi a ocupação que mais
admitiu, com 1.263 novos contratados. O salário médio real de admissão de
janeiro a dezembro de 2025 foi de R$ 2.294,62. Comparado ao mesmo período do
ano anterior, houve um aumento real de R$ 31,77 no salário médio de admissão,
uma variação em torno de 1,40%.
Sobre as demissões em dezembro, dos 4.833 desligamentos, 2.815 (58,2%) foram homens e 2.018 (41,7%) mulheres. 1.352 (28%) trabalhadores demitidos tinham entre 30 a 39 anos, sendo 3.654 (75,6%) com ensino médio completo. Trabalhadores dos serviços, vendedores do comércio em lojas e mercados foi a categoria de ocupação com mais demitidos, com 1.344 desligamentos.
