A Arquidiocese de Feira de Santana deu início, na manhã de domingo (29), às celebrações da Semana Santa com a solenidade do Domingo de Ramos na Catedral Metropolitana de Sant’Ana. A programação começou às 6h15, com a tradicional procissão e a bênção dos ramos, com expressiva participação dos fiéis, que seguiram em caminhada até a Catedral, para a Celebração Eucarística, presidida por Dom Zanoni Demettino Castro.
Neste dia, a Igreja recorda a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, sendo acolhido pelo povo com ramos e aclamações de “Hosana”, ao mesmo tempo em que a liturgia já introduz o relato da Paixão do Senhor, marcando a passagem da exaltação à cruz, da aclamação à condenação,
Em sua homilia, o arcebispo metropolitano recordou que Jesus entra em Jerusalém não pela lógica da força ou do poder. Ele entra com mansidão, como testemunho de amor, obediência e fidelidade ao Pai.
“Jesus entra em Jerusalém não como um poderoso, mas como um homem simples, montado num jumentinho. Ele não vem com armas, não vem com violência, não vem para dominar. Vem com a força do amor, da mansidão, da fidelidade ao Pai. E é exatamente isso que o torna perigoso para os poderosos do seu tempo”, explicou.
Ao aprofundar a mensagem do Evangelho, Dom Zanoni recordou que esse contraste não se limita à memória de um acontecimento do passado, mas permanece como um espelho da realidade humana e da sociedade atual. A mesma multidão que aclama pode se transformar em multidão que rejeita, sobretudo quando o Evangelho exige conversão, compromisso e ruptura com a lógica da injustiça e da violência.
Ainda durante a reflexão, o arcebispo recordou que a Paixão de Cristo se faz presente nas cruzes que, ainda hoje, marcam a humanidade ferida, como a fome, a pobreza, a exclusão social, a falta de moradia e as diversas formas de violência. “Não queremos ser uma Igreja que apenas contempla a cruz, mas uma Igreja que se compromete a aliviar as cruzes dos irmãos”, completou.
Assim, a celebração do Domingo de Ramos abriu oficialmente a
programação da Semana Santa na Arquidiocese, convidando os católicos a viverem,
ao longo dos próximos dias, o caminho da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo
como um verdadeiro itinerário de fé e conversão.
