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Professores de Feira de Santana protestam na Câmara Municipal por pagamento de precatórios do Fundef com juros

Foto: Divulgação/APLB

Professores da rede municipal de Feira de Santana, representados pela APLB Feira estiveram mobilizados na galeria da Câmara Municipal nesta quarta-feira (22) em protesto pelo pagamento dos Precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) com juros.

Segundo a categoria, a Lei federal 14.325/2022 assegura que 60% do precatório é destinado aos profissionais do magistério, incluindo os juros de mora. Em Feira de Santana, o Projeto de Lei ainda não foi votado, pois segue em tramitação na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Câmara e deve ir à votação nos próximos dias.

No plenário Câmara, o assunto também foi pauta de discussões. O vereador Silvio Dias (PT), defende uma emenda a um projeto de lei do Executivo que autoriza o pagamento, com o objetivo de assegurar que os valores incluam os juros. Ele afirmou que “é uma questão de justiça, de direito e de lei”.

Imagens por Divulgação/APLB

Segundo o parlamentar, os precatórios são compostos pelo valor principal e pelos juros, e ambos devem integrar o montante a ser rateado entre os profissionais do magistério. Ele destacou que a exclusão dos juros pode representar perdas para os professores. Ainda alertou que, caso a proposta não seja ajustada, entidades representativas poderão recorrer à Justiça para assegurar o repasse completo. Por isso, defendeu que a emenda busca evitar interpretações divergentes sobre o tema e garantir o pagamento integral.

Silvio Dias também criticou o projeto de reajuste salarial que, segundo ele, não contemplava professores aposentados, apesar da existência de uma carreira única com paridade. Para o vereador, a situação representa “desrespeito” com os profissionais da educação.

Durante o debate, o líder do governo na Casa, José Carneiro Rocha (União), também se manifestou. Ele afirmou concordar que os professores têm direito ao recebimento com juros, mas ponderou que a solução depende de análise jurídica e de jurisprudência. “O prefeito José Ronaldo é um homem maduro, consciente o suficiente para saber como agir e como administrar essa situação”, declarou.

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