O valor da cesta básica com 12 produtos alimentares (arroz, feijão, farinha, carne, tomate, banana, óleo, café, leite, açúcar, pão e manteiga) e suas respectivas quantidades, determinadas Decreto-Lei Nº 399, de 30 de abril de 1938, passou a custar R$ 609,87 no mês de abril de 2026, em Feira de Santana. Este valor representou alta de 2,07% em comparação com o mês de março de 2026. O custo dos produtos em abril foi o maior no período de um ano, de acordo com o levantamento do do programa “Conhecendo a Economia Feirense: o custo da cesta básica e indicadores socioeconômicos”, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).
Segundo a pesquisa, dos doze produtos que compõem a cesta,
apenas quatro tiveram reduções em seus preços médios, foi o caso do café moído
(-4,94%), da farinha (-4,26), do açúcar (-3,43), e do pão (-1,22%). Os produtos
que registraram as maiores elevações foram o leite (13,05%), o arroz (5,83%), e
o tomate (5,48%).
O preço do leite apresentou alta no mês de abril devido à
redução da oferta no campo, o que pode estar relacionado a um baixo
investimento dos produtores no ano de 2025. O tomate também apresenta menor
oferta devido à desaceleração da safra de verão aliada a uma baixa produção da
safra de inverno.
Com relação as variações dos preços da cesta básica em Feira
de Santana no último trimestre (fevereiro/março/abril) e nos últimos 12 meses
(abril de 2025 a abril de 2026), verifica-se aumento do preço da cesta básica
tanto no curto quanto no longo prazo, 9,09% e 5,18%, respectivamente.
De acordo com o levantamento, observa-se que houve redução
do preço da metade dos produtos no último trimestre. Por outro lado, no mesmo
período, os preços de alguns itens se elevaram, a exemplo do tomate (51,25%) e
do feijão (28,66%). Estes aumentos resultaram em uma elevação de 9,09% no custo
da cesta básica em Feira de Santana no último trimestre.
Ao se averiguar os preços nos últimos 12 meses, percebe-se
que também houve aumento dos preços dos produtos: as maiores altas foram do
feijão (28,03%) e da carne (18,82%). Com isso, observa-se uma alta no preço da
cesta básica de 5,18% nos últimos doze meses.
A trajetória evolutiva dos preços da cesta básica nos
últimos 12 meses mostra movimentos de elevação dos preços entre os meses de
abril e julho de 2025. Em seguida, observa-se uma trajetória de queda dos
preços, com destaque para novembro de 2025, que apresentou o menor preço da
cesta básica no ano de 2025, e uma trajetória de alta iniciada em dezembro de
2025, que se mantém até o presente momento. De maneira geral, o preço médio da
cesta básica em Feira de Santana foi de R$ 565,65, sendo o mínimo de R$ 521 e o
máximo de R$ 609,87, valor que corresponde ao mês de abril de 2026, maior custo
da cesta básica de Feira de Santana no período de um ano.
Ao analisar o percentual de gasto com cada alimento no preço
da cesta, onde verificar-se a participação percentual de cada alimento (preço
médio multiplicado pela quantidade estabelecida de cada produto na cesta) no
preço total da cesta, os produtos que mais pesaram na composição do preço da
cesta básica foram a carne, o pão e o tomate. Por outro lado, os produtos que
menos pesaram na cesta foram o arroz, o açúcar e o óleo de soja.
Os gastos com as despesas de café da manhã (pão, manteiga,
café, leite e açúcar) totalizaram 33,56% do preço da cesta e a participação
relativa do almoço (arroz, feijão, farinha e carne) foi de 37,54% do preço da
cesta. Essas duas grandes refeições representaram 71,10% do preço da cesta,
sendo que o feirense gastou, em média, R$ 204,68 (1,77 a mais em relação a
março) com o café da manhã e gastou R$ 228,95 com o almoço (5,38% a menos em
relação a março).
O preço da cesta básica ocupou 40,67% do salário mínimo
líquido (salário mínimo descontada a contribuição previdenciária de 7,50%),
0,82 ponto percentual superior ao observado em março, exigindo que o
trabalhador feirense trabalhasse 89 horas e 28 minutos para adquirir a cesta
básica, resultando em duas horas e vinte e nove minutos a mais de trabalho para
comprá-la.
