A vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenir a varicela (catapora) e evitar casos graves da doença, especialmente entre crianças. Em Feira de Santana, a Vigilância de Controle Epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde tem reforçado a importância da imunização enquanto monitora, de forma contínua, os casos registrados no município.
De janeiro a abril deste ano, foram notificados 32 casos
suspeitos da doença, dos quais 21 foram confirmados. No mesmo período de 2025,
o município registrou 25 casos confirmados. Ao longo de todo o ano passado
foram contabilizadas 64 ocorrências de varicela.
De acordo com a referência técnica do agravo, Ludmila Lopes,
episódios localizados — como surtos em escolas — são esperados em função do
contato próximo entre crianças e adolescentes, mas têm sido rapidamente
identificados e controlados pelas equipes de saúde.
“A Vigilância Epidemiológica vem atuando desde fevereiro com
medidas de bloqueio vacinal, intensificação da vacinação e monitoramento dos
casos para evitar a disseminação”, explica. Além disso, também realiza ações
educativas junto às equipes de saúde da Atenção Básica, com foco na
identificação precoce, investigação e manejo adequado dos pacientes.
TRANSMISSÃO
A varicela é uma doença viral altamente contagiosa, que pode
atingir pessoas de qualquer idade não vacinadas ou que nunca tiveram a doença.
Os principais sintomas incluem febre, coceira intensa e lesões na pele, que
evoluem para pequenas bolhas. Em casos mais graves, podem ocorrer complicações
como infecções secundárias e outros quadros severos.
A transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas
respiratórias, como em espirros, tosse ou contato próximo, o que aumenta o
risco em ambientes coletivos. O período de incubação varia entre 10 e 21 dias —
fase em que a pessoa já pode transmitir o vírus mesmo antes do aparecimento dos
sintomas.
A enfermeira destaca que a recomendação é que pessoas
infectadas permaneçam em isolamento até que todas as lesões estejam
cicatrizadas. “O paciente não deve frequentar escola ou trabalho enquanto
estiver com lesões ativas. O retorno só é seguro quando todas já estiverem em
forma de crosta”, orienta Ludmila Lopes.
IMUNIZAÇÃO
A referência técnica da Vigilância Epidemiológica reforça o
papel fundamental da vacina na proteção coletiva. O imunizante está disponível
nas 103 salas de imunização da rede municipal de saúde. O calendário de rotina
recomenda duas doses: a primeira aos 15 meses e a segunda aos 4
anos de idade.
Mesmo não impedindo totalmente a infecção, o imunizante reduz significativamente o risco de formas graves da doença. “A gente orienta que pais e responsáveis procurem as unidades de saúde para atualizar a caderneta de vacinação. Essa é a forma mais eficaz de proteger as crianças”, destaca.
