A Polícia Civil prendeu dois homens durante a Operação Reconectando, deflagrada na quarta-feira (8), contra um grupo criminoso investigado por extorsão e lavagem de dinheiro praticadas contra empresas provedoras de internet na Bahia. As prisões e os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Simões Filho e Feira de Santana.
De acordo com as investigações, a organização criminosa
obrigava proprietários e funcionários de provedores de internet a pagar valores
periódicos para que os serviços pudessem funcionar. Como forma de pressão, os
suspeitos cortavam cabos de fibra óptica, interrompiam os serviços de
telecomunicação e impediam o trabalho de equipes de manutenção. As ordens eram
transmitidas pelas lideranças por meio de videoconferências.
Em Feira de Santana, foi preso um homem de 33 anos, apontado
como responsável por gerenciar as atividades do grupo no município. Segundo a
polícia, ele utilizava um estabelecimento comercial para ocultar os valores
obtidos com as extorsões. O suspeito possui antecedente por tráfico de drogas.
Em Simões Filho, os policiais prenderam um homem de 26 anos,
investigado por arrecadar os valores extorquidos e repassar o dinheiro aos
demais integrantes da organização. Um terceiro suspeito, apontado como líder do
grupo e responsável por coordenar as ações criminosas à distância, continua
foragido.
Ainda conforme a investigação, a organização movimentava
mais de R$ 100 mil por mês com as extorsões. Em um dos casos apurados, uma
empresa teria sido obrigada a pagar R$ 18 mil em apenas um mês para manter suas
atividades.
As investigações começaram em setembro de 2025 e continuam
para identificar outros envolvidos, calcular o prejuízo causado às vítimas e
rastrear a movimentação financeira do grupo. A Polícia Civil também solicitou à
Justiça a quebra dos sigilos bancário, telefônico e de dados dos investigados.
A Operação Reconectando foi conduzida por equipes da 22ª Delegacia Territorial de Simões Filho, com apoio do Núcleo de Inteligência do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) e do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD).
