A Vigilância Sanitária da Prefeitura de Feira de Santana realizou, na útima sexta-feira (14), uma inspeção em uma lavanderia de grande porte após denúncia sobre condições precárias de higiene e situação de insalubridade no estabelecimento. Por decisão cautelar, o local, que não possui alvará sanitário, foi interditado até que cumpra as exigências determinadas pelo órgão municipal.
Durante a fiscalização, a equipe técnica constatou a
procedência da denúncia e identificou diversas irregularidades de natureza
estrutural, operacional e higiênico-sanitária. A situação encontrada, segundo a
chefe da Vigilância Sanitária, Thaís Marques, comprometia a segurança do
ambiente, dos trabalhadores e da atividade desenvolvida.
“A equipe técnica encontrou condições inadequadas de higiene
e salubridade. O processamento e a higienização das roupas estavam sendo
realizados em um ambiente sem estrutura mínima compatível com a atividade.
Também foram identificadas máquinas e equipamentos sem manutenção em condições
inadequadas de conservação e muita fiação exposta ”, explicou a chefe da
Divisa.
Thaís Marques destacou ainda que foram constatadas falhas
relacionadas à proteção dos trabalhadores e à organização do estabelecimento.
“Também verificamos trabalhadores sem o fardamento e os
equipamentos de proteção adequados para a execução segura das atividades”,
afirmou citando também o armazenamento inadequado de alimentos juntamente com
produtos saneantes.
“Essa é uma situação que pode representar risco de
contaminação e demonstra uma deficiência importante nas condições de
armazenamento e organização do estabelecimento”, acrescentou a chefe do órgão
municipal de Saúde.
Além das irregularidades estruturais, operacionais e
higiênico-sanitárias, a lavanderia funcionava sem o devido Alvará Sanitário.
“O estabelecimento estava funcionando sem o Alvará Sanitário
referente ao exercício vigente, portanto, encontrava-se em situação irregular
perante a Vigilância Sanitária Municipal”, explicou.
A lavanderia permanecerá interditada até que cumpra as
exigências determinadas pela autoridade sanitária.
“A interdição cautelar foi uma medida necessária diante da
situação encontrada. Nosso objetivo é prevenir riscos e proteger a saúde dos
trabalhadores, dos usuários e da coletividade. Enquanto as condições
identificadas não forem corrigidas, não há segurança sanitária para a
continuidade das atividades”, destacou.
O estabelecimento deverá comprovar o cumprimento das medidas determinadas, regularizar a documentação necessária e realizar todas as adequações estruturais, higiênico-sanitárias, operacionais e de segurança. Depois disso, uma nova inspeção técnica será realizada para verificar se o local reúne condições adequadas para voltar a funcionar.
