Em setembro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, a Bahia gerou 9.626 postos com carteira assinada (diferença entre 89.420 admissões e 79.794 desligamentos). Trata-se do nono mês seguido com saldo positivo. Os dados foram sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
O saldo de setembro se revelou inferior ao de agosto
(+12.137 postos), mas ainda o terceiro maior do ano no estado até agora. No
comparativo anual, o resultado também se mostrou menor do que o de setembro do
ano passado (+11.481 postos). A Bahia, assim, passou a contar com 2.221.309
vínculos celetistas ativos, uma variação positiva de 0,44% sobre o quantitativo
do mês anterior.
Na Bahia, em setembro, quatro das cinco grandes atividades
registraram saldo positivo. O segmento de Serviços (+5.199 vagas) foi o que
mais gerou postos. Em seguida vieram Indústria geral (+2.055 postos),
Construção (+1.914 vínculos) e Comércio; reparação de veículos automotores e
motocicletas (+1.162 postos). O setor de Agricultura, pecuária, produção
florestal, pesca e aquicultura (-704 empregos), portanto, foi aquele com
supressão líquida de postos.
No mês, o Brasil computou um saldo de 121.305 novas vagas,
enquanto o Nordeste registrou uma geração líquida de 49.142 postos – oscilações
de +0,25% e +0,61% sobre o estoque do mês anterior, respectivamente. A Bahia
(+0,44%), portanto, exibiu um aumento relativo menor do que o da região
nordestina e maior do que o do país.
Das 27 unidades federativas, houve crescimento do emprego
celetista em 26 delas em setembro. A Bahia exibiu o quarto maior saldo do país.
Quando se observa a variação relativa, a unidade baiana se situou na nona
posição.
No Nordeste, todos os estados experimentaram alta do emprego
formal. Em termos absolutos, a Bahia exibiu o terceiro melhor resultado entre
as unidades nordestinas. Em termos relativos, por sua vez, o estado baiano se
situou na quinta posição.
Análise do Acumulado do Ano
No agregado do ano, de janeiro a setembro, a Bahia preencheu
83.055 novas vagas – aumento de 3,88% em relação ao total de vínculos do começo
do ano.
Segundo o especialista em produção de informações
econômicas, sociais e geoambientais da SEI, Luiz Fernando Lobo, “a geração de
postos de trabalho com registro em carteira na Bahia continua evidenciando
alguma perda de fôlego em 2026, visto que o saldo acumulado de janeiro a
setembro deste ano, com pouco mais de 83 mil novos postos, se mostrou inferior
ao resultado para o mesmo conjunto de meses do ano passado, quando 100.653
novos vínculos empregatícios foram estabelecidos”.
De janeiro a setembro, quatro dos grandes grupamentos
registraram resultado positivo. O setor de Serviços (+48.636 vagas) foi o de
maior saldo. Em seguida, Construção (+17.605 empregos), Indústria geral
(+14.068 vínculos) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e
aquicultura (+3.206 empregos) também foram responsáveis pelo surgimento de
vagas. No caso, apenas Comércio; reparação de veículos automotores e
motocicletas (-458 vagas) registrou perda líquida de postos no ano.
O crescimento do emprego também foi observado no Brasil e no
Nordeste no ano, com 1.248.914 e 261.643 novas vagas, respectivamente – altas
de 2,65% e 3,31% em relação ao quantitativo do início de 2026. A Bahia
(+3,88%), dessa forma, exibiu um crescimento relativo maior tanto do que o do
Nordeste quanto do que o do país.
No acumulado do ano, todas as unidades federativas contaram com aumento de empregos celetistas. A Bahia exibiu o quarto maior saldo agregado do país e o maior do Nordeste. Em termos relativos, a Bahia se posicionou na oitava colocação no país e na terceira posição na região nordestina.
