O início do verão no Hemisfério Sul marca uma virada importante no comportamento do tempo no Brasil. A estação começa oficialmente nesta semana e, a partir de agora, o clima passa a apresentar dias mais quentes, noites mais curtas e maior instabilidade atmosférica. Além disso, o período favorece a formação de nuvens carregadas, o que aumenta a frequência de chuvas intensas.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet),
a estação, que segue até 20 de março de 2026, tende a provocar mudanças rápidas
no tempo. Por isso, será observar calor forte pela manhã e pancadas de chuva
acompanhadas de vento e descargas elétricas no fim do dia.
Clima em dezembro fica mais quente em grande parte do país
Com o início do verão, o clima registrará
temperaturas acima da média histórica em várias regiões. No Norte, estados como
Amazonas, Acre, Rondônia e áreas do Pará devem enfrentar calor mais intenso,
com desvios que podem ultrapassar 0,5 °C em relação ao padrão esperado.
Enquanto isso, no Sul, além das chuvas, os termômetros
também tendem a subir. No oeste do Rio Grande do Sul, por exemplo, as
temperaturas podem ficar até 1 °C acima da média climatológica.
Chuvas ganham força no Sul e no Norte
As chuvas aparecem com mais intensidade em regiões
específicas. Segundo o Inmet, o Sul do Brasil deve registrar volumes acima da
média histórica, principalmente no Rio Grande do Sul. Nessas áreas, os
acumulados podem ultrapassar 50 mm acima do esperado para o trimestre.
No Norte, a situação também chama atenção. A maior parte dos
estados deve ter chuvas frequentes, o que contribui para manter rios
cheios e exige atenção redobrada de quem vive em áreas de risco. Ainda assim,
partes do sudeste do Pará e do Tocantins podem ter precipitações abaixo da
média.
Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste enfrentam outro cenário
Por outro lado, o clima no final de dezembro tende
a ser mais seco em grande parte do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. Estados
como Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe podem registrar volumes de chuvas até
100 mm abaixo da média histórica.
No Sudeste, Minas Gerais aparece entre os estados mais
afetados pela redução das precipitações. Apesar disso, o calor segue presente,
com temperaturas até 1 °C acima da média. No Centro-Oeste, apenas o oeste do
Mato Grosso deve ter chuvas acima do normal, enquanto Goiás enfrenta
períodos mais secos.
Por que o início do verão muda tanto o tempo?
A principal explicação está na atuação de grandes sistemas
meteorológicos. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a Zona de Convergência do
Atlântico Sul (ZCAS) favorece episódios prolongados de chuvas. Já no Norte
e no norte do Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) concentra a
umidade.
Segundo o Inmet, essas condições fazem com que os maiores
volumes de precipitação do país ocorram justamente durante o verão,
especialmente nas regiões Norte e Centro-Oeste, que abrigam os biomas Amazônia
e Pantanal.
O início do verão altera significativamente o clima em
dezembro, com calor acima da média e aumento das chuvas em várias regiões.
Enquanto Norte e Sul enfrentam precipitações mais intensas, outras áreas
convivem com tempo mais seco. Entender essas mudanças ajuda a se preparar
melhor para os impactos do período.
