A disputa política em Anguera ganhou um capítulo decisivo nesta terça-feira (25). Em parecer robusto, o Ministério Público Eleitoral (MPE) da 157ª Zona recomendou a improcedência da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida contra o vereador Felipe Machado Vieira (eleito em 2024) e o correligionário Willian Carneiro Silva. Para o Promotor Eleitoral Audo da Silva Rodrigues, não há “prova clara e convincente” de abuso de poder político ou econômico que justifique cassação de mandato ou declaração de inelegibilidade.
A AIJE foi apresentada em 16 de dezembro de 2024 pela
coligação adversária “Anguera Quer Mudança” (MDB/União), que atribuiu
a Felipe uma série de atos supostamente assistencialistas em ano eleitoral —
de mutirões oftalmológicos com distribuição de óculos a entregas
de cestas básicas, além de postagens nas redes sociais anunciando obras
públicas e intermediação de serviços como COELBA e SineBahia. A
Willian, a acusação imputou a distribuição irregular de combustíveis durante
a campanha. O MP, porém, concluiu que o conjunto probatório “não atinge o
standard” exigido para decisões tão graves, como cassação e inelegibilidade.
“As imagens de redes sociais, embora evidenciem autopromoção
política, não demonstram desvio da máquina administrativa, tampouco
condicionamento de benefícios ao voto ou promessa de vantagem em troca de apoio
eleitoral”, escreveu o Promotor.
Com informações do AN Portal de Notícias.
