O preço da arroba do boi gordo na região de Feira de Santana permanece em R$ 340 pela segunda semana pela segunda semana seguida, segundo levantamento da Cooperfeira. O cenário indica um momento de estabilidade após a recente alta, com o mercado ainda operando em patamar elevado.
Na primeira semana do mês, a arroba chegou a R$ 350, maior
valor do ano até agora. O recuo observado nas semanas seguintes é avaliado como
um ajuste de mercado, sem mudança na tendência geral.
De acordo com a análise da Cooperfeira, a manutenção do preço reflete a melhora gradual da oferta de animais para abate, após o período em que produtores optaram por reter o gado no pasto, favorecidos pelas chuvas registradas nas últimas semanas. Com parte desses animais retornando ao mercado, a pressão sobre os preços diminuiu, levando à acomodação da cotação.
Mesmo assim, o mercado segue firme. O consumo de carne
bovina se mantém estável mesmo estando na Quaresma, período em que
tradicionalmente há redução na demanda. Esse comportamento contribui para
sustentar os preços em níveis elevados.
A valorização acumulada no ano ainda é significativa. No
início de janeiro, a arroba girava entre R$ 310 e R$ 315. Com isso, o valor
atual representa uma alta próxima de 9% em 2026. Em março, após o pico de R$
350 na primeira semana, o mercado entrou em fase de ajuste e estabilidade.
Na avaliação da Cooperfeira, a tendência é de que os preços
do boi gordo permaneçam sustentados ao longo de 2026, acompanhando o equilíbrio
entre oferta e demanda. Considerando o mercado internacional, a expectativa é
de que a arroba brasileira se fique na faixa de US$ 70 a US$ 75, dependendo da
variação cambial.
O setor, no entanto, mantém atenção ao cenário externo.
Eventuais mudanças no volume de compras da China, principal destino das
exportações brasileiras de carne bovina, podem provocar oscilações e maior
volatilidade nos preços.
A Cooperfeira ressalta que os valores divulgados são
baseados em informações repassadas por compradores que realizam abate no
Frifeira e servem como referência de mercado, podendo oscilar de acordo com a
movimentação diária.
