A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia – FICCO/BA, em conjunto com forças estaduais e federais da Bahia e de outros estados da Federação, deflagrou mais uma fase da Operação Artemis, resultando na captura de 77 criminosos de alta periculosidade. Trata-se de uma ação continuada, com o objetivo estratégico de localizar e capturar foragidos da Justiça envolvidos em crimes violentos, especialmente aqueles vinculados a facções criminosas com atuação no estado da Bahia.
As ações operacionais e de inteligência foram desenvolvidas
entre os meses de fevereiro e abril de 2026 e resultaram do trabalho integrado
de inteligência, análise de dados e diligências operacionais, coordenadas entre
as forças policiais que compõem a FICCO/BA, com apoio de FICCO’s de outros
estados. Esse modelo de atuação conjunta permitiu elevar a eficiência das
operações e ampliar o alcance das ações de captura.
As prisões ocorreram em diversos municípios baianos, entre
eles Salvador, Feira de Santana, Jequié, Camaçari, Vitória da Conquista,
Guanambi, Itapetinga, Ipiaú, Cruz das Almas, Santo Amaro, Canavieiras, Sento Sé
e Alagoinhas. Houve, ainda, ações bem-sucedidas em outros estados da Federação,
com prisões realizadas em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Ceará e
Tocantins, evidenciando a capilaridade e a articulação interestadual da
operação.
Segundo informações da Polícia Federal, do total de 77
prisões, foram 66 na Bahia, 3 em São Paulo, 3 em Alagoas, 1 em Minas Gerais, 1
no Ceará, 1 em Santa Catarina, além de 2 na Bolívia.
Observa-se que integrantes de facções criminosas,
especialmente lideranças com elevado grau de periculosidade, frequentemente se
evadem para outros estados na tentativa de frustrar a atuação policial. Mesmo à
distância, continuam a ordenar crimes violentos e a exercer controle sobre o
tráfico de drogas e armas. Diante desse cenário, foram desencadeadas ações
específicas voltadas à localização e captura desses indivíduos fora do
território baiano.
Destacam-se, ainda, prisões internacionais de foragidos da
Justiça baiana. Criminosos de alta periculosidade que acreditavam estar fora do
alcance da persecução penal foram localizados em outros países por meio de
ações integradas realizadas fora do Brasil, especialmente na Bolívia. Essas
operações demonstram o alcance da cooperação policial internacional e a
capacidade de articulação das forças que integram a FICCO/BA.
As capturas tiveram como foco indivíduos procurados pela
prática de crimes graves, como homicídios, latrocínios, roubos majorados,
tráfico de drogas e organização criminosa, reforçando o compromisso permanente
das instituições de segurança pública com a retirada de circulação de
criminosos violentos e com a redução dos índices de criminalidade.
Cada mandado de prisão cumprido representa o resultado de
uma investigação qualificada, devidamente instruída com elementos probatórios
suficientes para o convencimento do Poder Judiciário e a consequente decretação
da privação da liberdade do investigado, prevenindo a reiteração criminosa. A
integração das forças policiais em ações operacionais, de inteligência e
investigativas revela-se indispensável para a efetividade do enfrentamento ao
crime violento e organizado.
A FICCO/BA é atualmente composta pela Polícia Federal, Polícia Militar da Bahia, Polícia Civil da Bahia, Polícia Penal da Bahia, Secretaria Nacional de Políticas Penais e Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia, constituindo um modelo exitoso de cooperação interinstitucional no combate ao crime organizado.
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