O mercado do boi gordo na região de Feira de Santana apresentou estabilidade nesta semana, com a arroba mantida em R$ 330, conforme levantamento divulgado pela Cooperfeira com base nas negociações acompanhadas no Frifeira. Após duas semanas consecutivas de queda, o cenário agora é de acomodação, embora ainda com viés firme nas negociações.
O movimento ocorre depois de um período de ajuste ao longo
de maio. A arroba iniciou o mês em R$ 345 e recuou R$ 15 até atingir o atual
patamar. Desde então, o mercado passou a sinalizar maior equilíbrio entre
oferta e demanda, interrompendo o ciclo de queda mais acentuada.
De acordo com a Cooperfeira, o comportamento regional
acompanha o cenário nacional. Indicadores como o Cepea/Esalq mostram que, após
perdas ao longo do mês, as cotações começaram a apresentar leve recuperação no
curto prazo, refletindo um ambiente de maior estabilidade.
Entre os fatores que influenciaram a queda recente estão o
aumento da oferta de animais para abate, a redução pontual no consumo de carne
e o fato de frigoríficos terem operado com escalas mais confortáveis, ou seja,
com programação já garantida por vários dias, reduzindo a necessidade de
compras imediatas.
Outro ponto observado é que o mercado entrou na chamada
safra do boi, período tradicional de maior disponibilidade de animais, o que
contribui para pressionar os preços. Ao mesmo tempo, a antecipação da venda por
parte de produtores, diante de previsões climáticas, também aumentou a oferta
no mercado.
Apesar disso, o cenário atual indica uma mudança de ritmo.
Com a estabilização das cotações, o mercado passa a testar um novo ponto de
equilíbrio. As exportações seguem como principal fator de sustentação e ajudam
a evitar quedas mais acentuadas.
A expectativa para os próximos dias é de manutenção da
estabilidade, com possibilidade de recuperação moderada, a depender
principalmente do comportamento da demanda externa e da evolução da oferta de
animais.
A Cooperfeira acompanha semanalmente a movimentação do setor
pecuário regional e reforça que o mercado na Bahia segue alinhado às tendências
observadas nos principais centros produtores do país.
Os valores divulgados são baseados em informações repassadas por compradores que realizam abate no Frifeira e servem como referência de mercado, podendo oscilar conforme a movimentação diária.
