A 19ª edição do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS) acaba de ganhar cara nova. Foi lançada a identidade visual do evento de 2026, que traz o tema “Feira é o Mundo” – expressão popular que exalta a diversidade da Princesa do Sertão. A arte, assinada pelo ilustrador feirense Sidarta Gautama, propõe um diálogo inédito entre a xilogravura e a Pop Art, tendo o Anel de Contorno como símbolo das conexões globais da cidade. O festival acontece de 25 a 30 de agosto, agora no Centro de Convenções de Feira de Santana.
Segundo a comissão organizadora, a escolha do tema reflete a
proposta de mostrar como a produção literária e artística de Feira de Santana,
por sua singularidade, dialoga de forma particular com o cenário global. Um dos
pilares da edição é a homenagem a símbolos culturais da cidade, com destaque
para as figuras históricas de Maria Quitéria e Lucas da Feira, além de aspectos
da paisagem cultural local, revelando conexões entre passado, presente,
oralidade e patrimônio.
A coordenadora da edição 2026, Cristiana Oliveira, explica
que a frase “Feira é o mundo” vai além da observação sobre o comércio. “É uma
metáfora sobre convivência, diversidade e movimento. Assim como o mundo, ‘a
Feira’ é cheia de contrastes — ordem e desordem, riqueza e simplicidade,
tradição e modernidade. É um lembrete de que o cotidiano, mesmo em espaços
aparentemente simples, pode refletir complexidade”, afirma.
A professora Taíse Bomfim, pró-reitora de Extensão da
Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), que integra o âmbito
institucional do programa FLIFS, reforça: “Feira de Santana é mais que uma
cidade: é encontro e movimento. Aqui, o mundo se revela em cada esquina, na
cultura que pulsa, na fé que acolhe, na força de quem labuta todos os dias. O
tema sintetiza o argumento popular de que o mundo inteiro ‘cabe’ ou ‘passa’ por
Feira de Santana, reunindo em um só lugar o ‘mundo em cultura’.”
Identidade visual
A identidade visual do FLIFS 2026 foi concebida pelo artista
e ilustrador feirense Sidarta Gautama, conhecido por trabalhos de caricatura,
design e publicidade. A criação une tradição e contemporaneidade ao promover o
diálogo entre a xilogravura e a Pop Art. A peça destaca o Anel de Contorno como
símbolo da cidade e de suas conexões globais, envolvendo elementos identitários
do território e transmitindo a ideia de que Feira, como espaço social e
comercial, concentra diversidades de culturas, produtos e pessoas – funcionando
como imagem da própria vida em sociedade.
Sobre o artista
Sidarta Gautama é artista visual, músico e designer gráfico,
com trajetória marcada pela integração de diferentes linguagens. Sob a
assinatura Sidarta, atua no design e na ilustração, criando identidades
visuais, campanhas e peças publicitárias para redes de franquias. Ilustrou as
obras “A Espera de Morena” (2012) e “O Cordel da Caixa d’Água” (2021). Em
parceria com o escritório Ed. Vasco, desenvolve painéis, murais e objetos
decorativos, tendo participado de duas edições da CASACOR (2012 e 2014). Realizou
exposições individuais e coletivas, com destaque para “Bicentenário da
Independência” (2023, com apoio da Funceb), “Narrativas Visuais” (2021) e
“Feira dos Meus Olhos D’Água” (2023, no MAC). Na música, assina conceito
gráfico, composições e direção artística do grupo Calafrio, além de direção e
roteiro de videoclipes. Foi premiado no festival Vozes da Terra e integra o
Mapa Musical da Bahia.

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