Em abril, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, a Bahia gerou 8.461 postos com carteira assinada (diferença entre 90.824 admissões e 82.363 desligamentos). Trata-se do quarto mês seguido com saldo positivo. Os dados foram sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
O saldo de abril se revelou inferior ao de março (+15.488
postos), mas ainda o segundo maior do ano no estado até agora. No comparativo
anual, o resultado também se mostrou menor do que o de abril do ano passado
(+14.501 postos). A Bahia, assim, passou a contar com 2.176.213 vínculos
celetistas ativos, uma variação positiva de 0,39% sobre o quantitativo do mês
anterior.
Na Bahia, em abril, três das cinco grandes atividades
registraram saldo positivo. O segmento de Serviços (+4.788 vagas) foi o que
mais gerou postos. Em seguida vieram Construção (+3.124 vagas) e Indústria
geral (+2.098 vínculos). Os setores de Agricultura, pecuária, produção
florestal, pesca e aquicultura (-1.429 empregos) e Comércio; reparação de
veículos automotores e motocicletas (-120 postos) foram aqueles com perda
líquida de postos de trabalho.
No mês, o Brasil computou um saldo de 85.888 novas vagas,
enquanto o Nordeste registrou uma geração líquida de 18.714 postos – oscilações
de +0,18% e +0,24% sobre o estoque do mês anterior, respectivamente. A Bahia
(+0,39%), portanto, exibiu um aumento relativo maior tanto do que o da região
nordestina quanto do que o do país.
Das 27 unidades federativas, houve crescimento do emprego
celetista em 24 delas em abril. A Bahia exibiu o quarto maior saldo do país.
Quando se observa a variação relativa, a unidade baiana também se situou na
quarta posição.
No Nordeste, apenas dois estados não experimentaram alta do
emprego formal. Em termos absolutos, a Bahia exibiu o melhor resultado entre as
unidades nordestinas. Em termos relativos, o estado baiano também se situou na
primeira posição.
Acumulado do Ano
No agregado do ano, de janeiro a abril, a Bahia preencheu
37.959 novas vagas – aumento de 1,78% em relação ao total de vínculos do começo
do ano.
Segundo o especialista em produção de informações
econômicas, sociais e geoambientais da SEI, Luiz Fernando Lobo, “a geração de
postos de trabalho com registro em carteira na Bahia continua evidenciando
alguma perda de fôlego em 2026, visto que o saldo acumulado de janeiro a abril
deste ano, com quase de 38 mil novos postos, se mostrou inferior ao resultado
para o mesmo conjunto de meses do ano passado, quando 47.479 novos vínculos
empregatícios foram estabelecidos”.
De janeiro a abril, quatro dos grandes grupamentos
registraram resultado positivo. O setor de Serviços (+23.595 vagas) foi o de
maior saldo. Em seguida, Construção (+11.021 empregos), Indústria geral (+5.880
vínculos) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura
(+612 empregos) também foram responsáveis pelo surgimento de vagas. No caso,
apenas Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (-3.148
vagas) registrou perda líquida de postos no ano.
O crescimento do emprego também foi observado no Brasil e no
Nordeste no ano, com 699.762 e 70.137 novas vagas, respectivamente – altas de
1,49% e 0,89% em relação ao quantitativo do início de 2026. A Bahia (+1,78%),
dessa forma, exibiu um crescimento relativo maior tanto do que o do Nordeste
quanto do que o do país.
No acumulado do ano, 26 unidades federativas contaram com aumento de empregos celetistas. A Bahia exibiu o sétimo maior saldo agregado do país e o maior do Nordeste. Em termos relativos, a Bahia se posicionou na décima colocação no país e na primeira posição na região nordestina.
