Em abril foram gerados no Brasil 85.888 postos de trabalho com carteira assinada, resultante de 2.268.655 admissões e 2.182.767 desligamentos no mês. No acumulado do ano foram 699.762 novos postos de trabalho, representando um crescimento de 1,5% em relação ao estoque de dezembro 2025. Nos últimos 12 meses (maio de 2025 a abril de 2026) o saldo de empregos gerados chegou a 1.059.860 postos de trabalho, um crescimento de 2,3% no período.
O maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor de
Serviços, que gerou 69.601 postos de trabalho (+0,3%), seguido da Construção,
com saldo positivo de 23.525 empregos (+0,8%) e a Indústria, com saldo de 9.256
novas vagas de trabalho (+0,1%).
No mês, foram registrados saldos positivos em 24 estados. Os
maiores saldos foram verificados em São Paulo (+20.202), Rio de Janeiro
(+11.741) e Minas Gerais (+8.991). Dos postos de trabalho gerados, 85.32%
podem ser considerados típicos e 14,68% não típicos, majoritariamente 30 horas
ou menos (+22.028) e aprendizes (+8.772).
Acumulado do ano – No ano (janeiro a abril), quatro
grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos,
sendo o maior crescimento do emprego formal registrado no setor de Serviços
(saldo de 451.996 postos), um aumento de 2%), com destaque para administração
pública, defesa e seguridade social, educação, saúde e serviços sociais
(172.306) e atividades de Informação, comunicação e atividades financeiras,
imobiliárias, profissionais e administrativas (161.216).
A Construção gerou 143.547 postos no mês, com elevações
maiores na Construção de Edifícios (+56.857) e em Obras de Infraestrutura
(+46.009). A Indústria apresentou saldo positivo de 124.085 empregos, com
destaque para o Processamento Industrial do Fumo (12.341); Fabricação de
Produtos Alimentícios (11.776) e Fabricação de Veículos Automotores, Reboques e
Carrocerias (11.539).
A Agropecuária também foi outro setor que apresentou
saldo positivo de 6.760 vagas, com destaques para o Cultivo de Café (6.240),
Cultivo de Maçã (5.003) e o Cultivo de Alho (3.535). Apenas no setor do
Comércio foi apresentado saldo negativo (-26.614 postos), principalmente no
Comércio Varejista de Artigos do Vestuário e Acessórios (-31.998) e no Comércio
Varejista de Calçados e Artigos de Viagens (-11.004).
Entre os estados, São Paulo (202.374), Minas Gerais (78.640)
e Santa Catarina (63.006) apresentaram os maiores saldos no ano, enquanto
Roraima (1.430), Rio Grande do Norte (242), e Alagoas (-12.185) apresentaram os
menores saldos. Em termos relativos, Goiás (2,8%), Amapá (2,6%) e Santa
Catarina (2,5%) registraram os maiores percentuais de geração de emprego no
ano.
Estoque de empregos com base na RAIS
Com a RAIS 2025, lançada este mês, foi atualizado também o
estoque de referência do Novo Caged. O total de vínculos ativos ficou
consolidado em 47.810.425 empregos formais ativos. Mantendo a referência
anterior de dezembro de 2023 – houve um ajuste para baixo de 2.059.584 vínculos
formais no mês.
A redução, segundo a secretaria de Estatística do MTE, se
explica, principalmente, pela qualificação da base: foram retirados vínculos
sem remuneração em 2025 (vínculos abandonados) associados a CNPJs que não
estavam mais em situação ativa, além de vínculos retirados por sucessão
trabalhista, que ocorre quando há mudança na empresa responsável pelo vínculo.
A redução também reflete uma mudança no critério de seleção
dos vínculos que compõem o estoque de referência. A atualização utilizou a RAIS
2025 com categorias de trabalhadores compatíveis com o Novo Caged, substituindo
critérios anteriores baseados em tipos específicos de vínculo. Com isso, o
estoque passa a ficar mais alinhado à metodologia atual de acompanhamento do
emprego formal.
Esse ajuste não representa mudança no saldo de empregos no
mês. A movimentação mensal de admissões e desligamentos segue sendo captada
pelo Novo Caged e continua sendo o principal termômetro da geração de empregos
formais no país.
Salários
O salário médio real de admissão em abril foi de R$ 2.386,56, uma leve ampliação em relação a março, que foi de R$ 2.369,88, uma variação positiva de R$ 16,68 (-0,7%). Em comparação com abril de 2025, o que desconta mudanças decorrentes da sazonalidade do mês, o aumento chegou a R$ 42,21 (+1,8%). Para os trabalhadores considerados típicos, o salário real de admissão foi de R$ 2.429,79 (1,8% mais elevado que o valor médio), enquanto para os trabalhadores não típicos foi de R$ 2.047,86 (14,2% menor que o valor médio).
