Em maio, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego, a Bahia gerou 7.159 postos com carteira assinada (diferença entre 90.175 admissões e 83.016 desligamentos). Trata-se do quinto mês seguido com saldo positivo. Os dados foram sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
O saldo de maio se revelou inferior ao de abril (+8.607
postos) e apenas o segundo maior do ano no estado até agora. No comparativo
anual, o resultado também se mostrou menor do que o de maio do ano passado
(+13.140 postos). A Bahia, assim, passou a contar com 2.183.548 vínculos
celetistas ativos, uma variação positiva de 0,33% sobre o quantitativo do mês
anterior.
Na Bahia, em maio, todas as cinco grandes atividades
registraram saldo positivo. O segmento de Serviços (+2.828 vagas) foi o que
mais gerou postos. Em seguida vieram Construção (+2.153 vínculos), Indústria
geral (+1.195 postos), Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e
aquicultura (+982 empregos) e Comércio; reparação de veículos automotores e
motocicletas (+1 posto). Assim, portanto, não houve supressão líquida de postos
em quaisquer dos setores.
No mês, o Brasil computou um saldo de 72.960 novas vagas,
enquanto o Nordeste registrou uma geração líquida de 23.351 postos – oscilações
de +0,15% e +0,29% sobre o estoque do mês anterior, respectivamente. A Bahia
(+0,33%), portanto, exibiu um aumento relativo maior tanto do que o da região
nordestina quanto do que o do país.
Das 27 unidades federativas, houve crescimento do emprego
celetista em 22 delas em maio. A Bahia exibiu o quinto maior saldo do país.
Quando se observa a variação relativa, a unidade baiana se situou na sétima
posição.
No Nordeste, apenas um estado não experimentou alta do
emprego formal. Em termos absolutos, a Bahia exibiu o melhor resultado entre as
unidades nordestinas. Em termos relativos, por sua vez, o estado baiano se
situou na terceira posição.
Análise do acumulado do ano
No agregado do ano, de janeiro a maio, a Bahia preencheu
45.294 novas vagas – aumento de 2,12% em relação ao total de vínculos do começo
do ano.
Segundo o especialista em produção de informações
econômicas, sociais e geoambientais da SEI, Luiz Fernando Lobo, “a geração de
postos de trabalho com registro em carteira na Bahia continua evidenciando
alguma perda de fôlego em 2026, visto que o saldo acumulado de janeiro a maio
deste ano, com pouco mais de 45 mil novos postos, se mostrou inferior ao
resultado para o mesmo conjunto de meses do ano passado, quando 60.621 novos
vínculos empregatícios foram estabelecidos”.
De janeiro a maio, quatro dos grandes grupamentos registraram resultado positivo. O setor de Serviços (+26.565 vagas) foi o de maior saldo. Em seguida, Construção (+13.141 empregos), Indústria geral (+7.030 vínculos) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+1.576 empregos) também foram responsáveis pelo surgimento de vagas. No caso, apenas Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (-3.017 vagas) registrou perda líquida de postos no ano.
O crescimento do emprego também foi observado no Brasil e no
Nordeste no ano, com 767.326 e 94.684 novas vagas, respectivamente – altas de
1,63% e 1,20% em relação ao quantitativo do início de 2026. A Bahia (+2,12%),
dessa forma, exibiu um crescimento relativo maior tanto do que o do Nordeste
quanto do que o do país.
No acumulado do ano, 26 unidades federativas contaram com aumento de empregos celetistas. A Bahia exibiu o quinto maior saldo agregado do país e o maior do Nordeste. Em termos relativos, a Bahia se posicionou na nona colocação no país e na segunda posição na região nordestina.
