Arroba do boi gordo na região de Feira de Santana mantém cotação de R$ 350

Foto: Divulgação

O preço da arroba do boi gordo permaneceu em R$ 350 nesta semana na região de Feira de Santana, repetindo a cotação anterior, segundo levantamento da Cooperfeira. O valor representa a consolidação do movimento de recuperação observado nos últimos meses e retoma um patamar que não era praticado desde abril.

Depois de um período de recuo entre junho e julho, o mercado começou a reagir gradualmente e passou por uma fase de maior estabilidade em agosto. Em setembro, a cotação voltou a avançar e agora sustenta os R$ 350, confirmando a expectativa de maior firmeza com a entrada mais efetiva da entressafra.

Para Agenor Campos, presidente do Frifeira e diretor da Cooperfeira, o comportamento atual confirma uma tendência que já vinha sendo acompanhada pelo setor. A redução sazonal da disponibilidade de animais terminados começa a ganhar importância, enquanto os custos de produção também exercem pressão sobre a atividade.

Entre os fatores observados estão a estiagem e o aumento dos custos da alimentação nos confinamentos. O milho, um dos principais componentes da ração, está mais caro e com disponibilidade mais apertada para compra, segundo a avaliação do mercado regional.

Os confinamentos ainda devem contribuir para a oferta de animais terminados até outubro. A partir da segunda metade daquele mês e, principalmente, em novembro, a expectativa é de que boa parte desses lotes já tenha sido comercializada. Uma eventual redução da disponibilidade de gado poderá aumentar a disputa dos compradores pelos animais.

Com os R$ 350 consolidados em setembro, a avaliação é de que o mercado permanece firme e poderá encontrar espaço para nova valorização nos próximos meses. Esse movimento, entretanto, dependerá da intensidade da oferta, do comportamento da demanda, dos custos de produção e da saída dos animais de confinamento.

Os valores divulgados pela Cooperfeira são baseados em informações repassadas por compradores que realizam abate no Frifeira e servem como referência para o mercado regional, podendo oscilar conforme a movimentação diária.

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