O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) cumpriu agenda de campanha na última quinta-feira (17) na cidade de Vitória da Conquista, na Bahia. Antes, o candidato esteve no Ceará e em Pernambuco.
“Estou percebendo claramente a grande decepção do povo do
Nordeste, dos nossos irmãos nordestinos com o governo Lula, alguém que prometeu
muita coisa e não entregou nada”, afirmou o candidato que seguiu em uma
motociata finalizada em grande comício em frente ao Estádio Municipal Lomanto
Júnior, o Lomantão. “O Nordeste virou verde-amarelo”, ressaltou Flávio ao
comentar a recepção dos nordestinos.
O candidato destacou que o atual cenário de desalento com o
governo Lula é uma clara demonstração de que o povo busca novos caminhos. “Essa
decepção está se transformando em mais pessoas caminhando junto com a gente,
voltando a ter esperança com o Bolsonaro. E é isso que a gente está trazendo: o
povo quer mudança no Nordeste”, disse, ao lado de seu vice, Alfredo Gaspar
(PL-AL), que é nordestino, e dos candidatos ao Senado pela Bahia, Ângelo
Coronel (Republicanos) e João Roma (PL).
O endividamento da população e situação de insegurança da
população baiana são apontados como algumas das causas da decepção com o atual
governo estadual petista. “A Bahia tem uma grande oportunidade de finalmente
virar uma triste página de sua história. Há 20 anos, a Bahia é governada pelo
PT e, com certeza, a segurança piorou muito. Está todo mundo endividado,
ninguém consegue pagar mais nem uma prestação de uma geladeira que tenha
comprado. Quer dizer, ninguém consegue evoluir. Está todo mundo na Bahia parado,
como está o Nordeste inteiro”, disse Flávio, qualificando o governo Lula como
“um produto fadigado”. É preciso “despetizar a Bahia”, complementou um apoiador
ao seu lado.
Segundo Flávio, Lula gerou “uma expectativa gigante”, mas
não correspondeu às urgências da população brasileira. “E aqui na Bahia o
governo do Estado é a mesma coisa: as facções estão dominando tudo quanto é
lugar, ninguém consegue mais evoluir, todo mundo devendo muito porque o governo
da Bahia simplesmente não faz nada. Então, é o momento de a Bahia se libertar.
É o que eu estou propondo para o Brasil: se libertar do PT também.”
A mudança, de acordo com o candidato, virá com o apoio do
Congresso eleito com a força da direita brasileira. “Vou precisar do Congresso
para a gente, primeiro, classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como
organizações terroristas. Eu quero libertar você, que vive em uma comunidade
que é dominada por esses marginais, para você nunca mais precisar olhar na cara
deles, porque eles vão ficar presos ou vão ser neutralizados”, afirmou. Ainda
sobre os avanços propostos para a segurança pública, um dos maiores flagelos
que atingem o Estado, o candidato reforçou que a ajuda do Congresso será
fundamental para declarar guerra às facções narcoterroristas, reduzir a
maioridade penal e aprovar a castração química para estupradores.
“O atual governo passa a mão na cabeça de bandido. No meu
governo, ladrão de celular vai começar com no mínimo oito anos de cadeia. Vamos
construir mais de meio milhão de vagas no sistema penitenciário para que esses
marginais fiquem presos, porque quem tem que andar com medo na rua são eles, e
não o povo ordeiro e trabalhador”, afirmou Flávio. “Então, está muito fácil
escolher qual o caminho que a Bahia vai seguir: se quer continuar como está
essa porcaria ou se quer vir com a gente no caminho da prosperidade”, resumiu.
Ao entrar no tema da economia, Flávio disse que o Estado será beneficiado por medidas tomadas nacionalmente ao assumir a presidência. “Tem que mudar o governo para os juros caírem. Para poder financiar. O governo vai ter uma linha de crédito mais barata, com mais tempo para pagar. A gente vai organizar as contas. E vai ser vantajoso você empreender, porque meu sonho é reduzir a carga tributária, fazer ‘tesouraço’ nos impostos”, explicou ele que, em seguida, conduziu a “onda verde-amarela” que contagiou o Nordeste em moto-carreata pelas ruas do município baiano.
