O candidato ao Governo do Estado pelo PSOL, Ronaldo Mansur, disse na última terça-feira (22), em entrevista para uma emissora de TV, que pretende rever a política de incentivos fiscais concedidos a empresas instaladas na Bahia, caso eleito em 4 de outubro. Segundo ele, essas empresas visam o lucro apenas e quando resolvem ir embora, como aconteceu com a fábrica da Ford, deixam prejuízos.
“A maioria das
empresas que chegam na Bahia e recebem isenções fiscais, quando termina o prazo
da isenção, elas vão embora, como aconteceu com a Ford, que gerou milhões e
milhões de prejuízos, além de milhares de desempregos”.
Questionado se a
política de revisão desses incentivos não poderia acarretar prejuízos à
economia do Estado, com a fuga de capitais e empresas, respondeu que não.
“Nós temos um
mercado de concorrência. Se hoje o agronegócio existe, é porque o governo
subsidia a produção com isenção de bilhões de reais por ano. Se uma empresa sai
do Estado por não ter mais isenção fiscal, com certeza outras empresas virão
para ocupar o espaço das que já existem, porque isso é o mercado capitalista”.
Para Mansur,
investir em educação e qualificação profissional é tão importante quanto
investir em economia. Para que os melhores postos nessas multinacionais, por
exemplo, sejam ocupados por mão de obra jovem e baiana.
“A gente tem que
ter empresas com empregos de qualidade e salários. Na BYD, por exemplo, a
maioria das pessoas que possui altos salários vem de fora, de outros países e
estados. Rediscutir o processo de isenção fiscal é colocar a Bahia em primeiro
lugar”, defendeu.
A política de revisão de incentivos fiscais faz parte do plano de governo do PSOL. No caso da agricultura, a proposta é transferir os subsídios e outros benefícios concedidos aos agrotóxicos e alimentos ultraprocessados para os produtos produzidos pela agricultura familiar, voltados à alimentação adequada e sustentável.
