Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro pediram ao TSE prorrogação da votação até às 19 horas; decisão coube ao STF

Foto: Comunicação Oficial/Campanha Flávio Bolsonaro | Ricardo Stuckert

As campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) pediram neste domingo (25) ao Tribunal Superior Eleitoral a prorrogação do horário de votação do segundo turno até as 19h em localidades afetadas por problemas que dificultaram o acesso dos eleitores às urnas. Os pedidos tiveram justificativas diferentes. Enquanto a campanha petista apontou falhas no transporte público, a campanha bolsonarista citou principalmente chuvas, alagamentos, interdições e alterações em locais de votação. Minutos depois do pedido no TSE, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, atendeu a um pedido que também chegou à Corte e prorrogou a votação até 19h.

No TSE, campanha de Lula apresentou duas petições. A primeira pediu a extensão do horário em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia. Em um segundo documento, a coligação solicitou que a medida alcançasse municípios de São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro, além de qualquer outra unidade da Federação em que fossem identificados problemas semelhantes.

Já a campanha de Flávio pediu duas horas adicionais de votação em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. A equipe também solicitou que a divulgação dos resultados presidenciais só comece depois do encerramento da votação nas localidades contempladas pela prorrogação.

As duas campanhas defenderam que a regra que garante o voto a quem estiver na fila às 17h não resolve todas as situações, porque parte dos eleitores pode estar impedida de chegar ao local de votação.

Problemas com ônibus

A campanha petista concentrou as denúncias na oferta de transporte coletivo. Em Salvador, a Justiça Eleitoral determinou o restabelecimento integral da frota de ônibus e ordenou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, por suspeita de descumprimento da decisão.

Em São Paulo, a campanha afirmou que a quantidade de ônibus em circulação ficou abaixo da prevista para o dia da votação, apesar de uma determinação judicial para a operação integral da frota. A petição também reuniu relatos de dificuldades com o transporte intermunicipal em Alagoas e Pernambuco, além de problemas em João Pessoa, Teresina, no Marajó, em Roraima, no Rio de Janeiro e no Paraná.

No pedido complementar, a coligação solicitou que o TSE determine aos Tribunais Regionais Eleitorais que identificasse as zonas eleitorais afetadas em todo o País e comunicasse os casos à Corte. A intenção era estender a medida a qualquer localidade em que sejam constatadas as mesmas dificuldades.

Flávio cita 17 municípios

Em São Paulo, o pedido da campanha do PL incluiu a capital, Jundiaí, Itapevi, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Itapetininga, Botucatu, Apiaí, Ribeira e Iporanga.

No Paraná, foram citadas Curitiba e Guaratuba. Em Santa Catarina, a solicitação abrangeu Tijucas, Videira, Trombudo Central, Joaçaba e Águas de Chapecó.

A defesa de Flávio argumentou que chuvas, alagamentos, vias interditadas e interrupções no fornecimento de energia comprometeram o deslocamento de eleitores. Segundo a campanha, 3.745 pessoas tiveram suas seções transferidas em Curitiba e Guaratuba. Em Itapevi, outras 446 precisaram votar em uma escola diferente porque o acesso ao endereço original ficou comprometido.

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