As campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) pediram neste domingo (25) ao Tribunal Superior Eleitoral a prorrogação do horário de votação do segundo turno até as 19h em localidades afetadas por problemas que dificultaram o acesso dos eleitores às urnas. Os pedidos tiveram justificativas diferentes. Enquanto a campanha petista apontou falhas no transporte público, a campanha bolsonarista citou principalmente chuvas, alagamentos, interdições e alterações em locais de votação. Minutos depois do pedido no TSE, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, atendeu a um pedido que também chegou à Corte e prorrogou a votação até 19h.
No TSE, campanha de Lula apresentou duas petições. A
primeira pediu a extensão do horário em Salvador, Feira de Santana e Lauro de
Freitas, na Bahia. Em um segundo documento, a coligação solicitou que a medida alcançasse
municípios de São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará,
Paraná e Rio de Janeiro, além de qualquer outra unidade da Federação em que fossem
identificados problemas semelhantes.
Já a campanha de Flávio pediu duas horas adicionais de
votação em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. A equipe também
solicitou que a divulgação dos resultados presidenciais só comece depois do
encerramento da votação nas localidades contempladas pela prorrogação.
As duas campanhas defenderam que a regra que garante o voto
a quem estiver na fila às 17h não resolve todas as situações, porque parte dos
eleitores pode estar impedida de chegar ao local de votação.
Problemas com ônibus
A campanha petista concentrou as denúncias na oferta de
transporte coletivo. Em Salvador, a Justiça Eleitoral determinou o
restabelecimento integral da frota de ônibus e ordenou a prisão em flagrante do
secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, por suspeita de descumprimento
da decisão.
Em São Paulo, a campanha afirmou que a quantidade de ônibus
em circulação ficou abaixo da prevista para o dia da votação, apesar de uma
determinação judicial para a operação integral da frota. A petição também reuniu
relatos de dificuldades com o transporte intermunicipal em Alagoas e
Pernambuco, além de problemas em João Pessoa, Teresina, no Marajó, em Roraima,
no Rio de Janeiro e no Paraná.
No pedido complementar, a coligação solicitou que o TSE
determine aos Tribunais Regionais Eleitorais que identificasse as zonas
eleitorais afetadas em todo o País e comunicasse os casos à Corte. A intenção era
estender a medida a qualquer localidade em que sejam constatadas as mesmas
dificuldades.
Flávio cita 17 municípios
Em São Paulo, o pedido da campanha do PL incluiu a capital,
Jundiaí, Itapevi, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Itapetininga, Botucatu,
Apiaí, Ribeira e Iporanga.
No Paraná, foram citadas Curitiba e Guaratuba. Em Santa
Catarina, a solicitação abrangeu Tijucas, Videira, Trombudo Central, Joaçaba e
Águas de Chapecó.
A defesa de Flávio argumentou que chuvas, alagamentos, vias
interditadas e interrupções no fornecimento de energia comprometeram o
deslocamento de eleitores. Segundo a campanha, 3.745 pessoas tiveram suas
seções transferidas em Curitiba e Guaratuba. Em Itapevi, outras 446 precisaram
votar em uma escola diferente porque o acesso ao endereço original ficou
comprometido.
