Caminhando em silêncio, de forma introspectiva, cantando ou rezando, milhares de católicos de Feira de Santana e de várias cidades da região participaram da Caminhada do Perdão, realizada pela décima segunda vez no município, no último domingo (1).
Foram várias as demonstrações de fé cristã durante o
trajeto, que começou no Santuário de Santo Antônio, na Avenida Presidente
Dutra, passou pelo Santuário Senhor dos Passos e foi encerrado na Praça Padre
Ovídio, onde o arcebispo dom Zanoni concedeu a bênção final.
Trata-se de um evento religioso repleto de significados,
como fazer o percurso descalço ou ser um dos carregadores da grande cruz, cujo
espaço é disputado centímetro a centímetro pelos fiéis. “Dê um toque na cruz”,
gritou um homem para um jovem.
Dona Nilza Maria, que mora no distrito de Tiquaruçu, rezou,
de joelhos no asfalto, um dos cinco mistérios do terço, diante da cruz, no
cruzamento das avenidas Maria Quitéria e Presidente Dutra. “Temos que ter não
apenas fé, mas também sermos humildes e ajudar o próximo.”
Dom Zanoni afirmou que a Caminhada é uma peregrinação
quaresmal, período que deve ser observado nos 40 dias que antecedem o Domingo
de Páscoa. “São momentos de conversão, perdão e oração.”
Pároco da Igreja de São José das Itapororocas, padre Zorimar
disse ser uma bênção participar da Caminhada do Perdão. “O que se vê são
demonstrações de fé e penitência durante todo o percurso.”
O prefeito José Ronaldo afirmou que a multidão, por si só,
explica a importância do evento para a fé católica. “Quando milhares de pessoas
se unem em oração, em demonstração de fé, não há como definir estas horas a não
ser como uma grande bênção. A energia é muito boa.”
A Caminhada do Perdão, idealizada pelo arcebispo emérito de Feira de Santana, dom Itamar Vian, deixou de ser realizada apenas nos anos de 2020 e 2021, os mais críticos da pandemia de covid-19.
