A chuva que caiu no sábado (28), em Feira de Santana, influenciou os resultados da Pesca Solidária, realizada na lagoa do Parque Erivaldo Cerqueira. Entretanto, os mais de 200 quilos de peixes capturados foram comemorados, dadas as condições climáticas.
Os peixes, explica João Dias, do Departamento de Educação
Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente, não saem das tocas para se alimentar
quando chove. “A chegada de novas águas esfria momentaneamente o lago e altera
as condições químicas, o que interfere na circulação dos peixes.”
O secretário de Serviços Públicos, Justiniano França, disse
que os resultados não foram os esperados, mas que vão atender às necessidades
das instituições beneficiadas com proteína animal por alguns dias. “O
importante é que as pessoas atendidas vão complementar sua alimentação com o
peixe aqui pescado.”
Ele também afirmou que, em conjunto com a Semmam, vai
planejar a realização de mais um dia de pesca no próximo mês, para que a meta
seja alcançada. O esperado eram 500 quilos. “Se tivermos um dia de sol, vamos
recuperar, e o peixe será servido na Semana Santa.”
Neste ano, não foi permitida a pesca dos tambaquis, gigantes
que facilmente ultrapassam os 20 quilos e se tornaram grandes atrações do
Parque da Lagoa. Mais de 95% dos peixes capturados são da espécie tilápia, e o
restante, traíra. Na lagoa também vivem tucunarés, que não foram capturados.
O diretor do Departamento de Parques e Jardins, João Falcão,
que administra o parque, disse que, para que a despesca fosse autorizada, a
água foi analisada e todos os seus índices estão dentro da normalidade. “Ver
como está a água é procedimento obrigatório.”
Os mais de 50 quilos recebidos pela Comunidade Terapêutica
Nova Vida, segundo Jacivan Oliveira, garantirão proteína animal em pelo menos
quatro almoços para 84 internos. “É uma ajuda grande e sempre chega em boa
hora.” Todos foram orientados a cozinhar ou fritar os peixes.
Receberam as doações a AAPC, que oferece hospedagem para
pacientes em tratamento de câncer e seus familiares; o Dispensário Santana; a
AFAS; o Lar do Irmão Velho, que atende idosos; e a Associação Nacional Cristã,
mais uma instituição que acolhe mulheres e filhos vítimas de violência e
ameaças praticadas por maridos ou familiares.
Luan Santos, um dos 40 inscritos para a pesca, disse que unir lazer e solidariedade torna a atividade ainda mais prazerosa. “A gente se sente melhor quando sabe que os peixes vão para a mesa de instituições de caridade. Já perdi a conta de quantos fisguei.”
