A Cooperfeira deu um passo importante para fortalecer a integração entre produtores ao transformar a reinauguração da loja agropecuária em um ponto fixo de encontros semanais. Nesta segunda-feira (25), o novo espaço — batizado de Café São Paulo — recebeu pecuaristas da região para uma rodada de conversas sobre mercado, produção e qualidade no abate, marcando o início de uma agenda permanente de reuniões.
O encontro contou com a participação dos produtores Marcelo
Andrade e Luciano Andrade, ambos com atuação consolidada na compra, venda e
comercialização de gado em diferentes regiões da Bahia. Parceiros da
Cooperfeira e clientes do Frifeira, os dois compartilharam experiências
práticas do mercado, abordando tendências, desafios e perspectivas para o
setor.
Durante a conversa, um dos pontos destacados foi a confiança
no serviço prestado pelo Frifeira, frigorífico ligado à Cooperfeira. Os
produtores ressaltaram a segurança no processo de abate, a transparência no
rendimento das carcaças e a padronização, fatores considerados essenciais para
quem atua na comercialização de animais.
Além da troca de experiências, o encontro avançou em
propostas práticas para o setor. Entre elas, a criação de um mecanismo de
monitoramento da cadeia produtiva, desde o campo até o frigorífico, com o
objetivo de identificar possíveis gargalos e ampliar a eficiência. Como
encaminhamento, ficou definida a busca por uma empresa especializada que possa
realizar uma auditoria independente, atestando os processos e serviços
oferecidos pela Cooperfeira.
O presidente da Cooperfeira, Beto Falcão, acompanhado dos
diretores Agenor Campos e Pepe Moraes, recebeu os produtores e reforçou a
importância da iniciativa. A proposta é que o espaço funcione como um ambiente
aberto para diálogo direto, troca de informações e construção conjunta de
soluções para o setor pecuário.
Mais do que um novo ponto físico, o Café São Paulo carrega
um forte simbolismo. O nome é uma homenagem ao antigo espaço que, durante
décadas, reuniu pecuaristas em Feira de Santana, especialmente às
segundas-feiras. Na prática, aquele encontro informal funcionava como uma
verdadeira “bolsa de valores” do boi, onde eram discutidos negócios e definidos
os preços do mercado na Bahia.
Ao resgatar essa tradição, a Cooperfeira aposta na
valorização da convivência entre produtores e na circulação de informações como
ferramentas estratégicas para o fortalecimento da pecuária regional. A ideia é
simples e, ao mesmo tempo, potente: toda segunda-feira, ao redor de um café,
reunir quem vive o dia a dia do campo para discutir o presente e pensar o
futuro do setor.
