Foto: Lívia Villas Boas/Staff Images/CBF
Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília vão receber os jogos do
Brasil na fase de grupos da Copa do Mundo Feminina 2027. A Seleção Brasileira
estreia no Maracanã na abertura, em 24 de junho, joga a segunda partida dia 29
de junho na Arena Itaquera e termina a primeira fase dia 4 de julho na Arena
Mané Garrincha.
A FIFA anunciou, na quinta-feira (20), o calendário da
competição, que será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho do ano
que vem. Como o país anfitrião é cabeça de chave do grupo A, a divulgação do
calendário revelou o destino da Amarelinha na fase de grupos e possíveis
caminhos no torneio.
Se passar em primeiro lugar no grupo, a Seleção joga em
Fortaleza dia 10 de julho; e, se ficar em segundo, vai para Belo Horizonte 11
de julho disputar as oitavas de final.
Ao todo, oito capitais receberão as 64 partidas do torneio.
Além de Rio, São Paulo e Brasília, completam a lista de cidades-sede São Paulo,
Porto Alegre, Salvador, Recife e Fortaleza.
Antes do anúncio do calendário, Gianni Infantino, presidente
da FIFA, destacou a paixão dos torcedores brasileiros. “Mal podemos esperar
para entregar a Copa do Mundo 2027, juntar as melhores jogadoras do mundo com
técnicos, fãs e comunidades”.
Jill Ellis, diretora de Futebol da FIFA e bicampeã mundial,
falou da experiência na França, em 2019, e da expectativa para o ano que vem:
“Estive no Brasil vivenciando os fãs brasileiros e a América do Sul, o barulho
de uma das torcidas mais apaixonadas do mundo, então será incrível. Tenho
certeza que vão subir o padrão”.
Diretora Executiva de Legado e Relações Institucionais da
Copa do Mundo FIFA 2027 e gerente de Competições Femininas na CBF, Aline
Pellegrino reconheceu ser um marco a realização de um mundial da modalidade no
Brasil. “Espero que essa Copa seja um divisor de águas para o futebol feminino
em toda a América do Sul. Não temos dúvida de que essa copa será épica”,
afirmou.
Retorno ao Maracanã depois de uma década
A última vez que a Seleção Feminina jogou no Maracanã foi há
10 anos, em 16 de agosto de 2016, pelas semifinais dos Jogos Olímpicos do Rio
de Janeiro. O Brasil empatou por 0 a 0 com a Suécia no tempo normal e acabou
derrotado nos pênaltis.
Nove anos antes, em 26 de julho de 2007, o icônico estádio
foi palco de outra partida histórica da Amarelinha. A final dos Jogos
Pan-Americanos consagrou o Brasil campeão, com uma goleada de 5 a 0 sobre os
Estados Unidos.
Ambos os jogos registraram os maiores públicos do futebol
feminino no país: a semifinal olímpica teve 70.454 espectadores, batendo o
recorde anterior, da final pan-americana, com 67.788 pessoas.
Muitos gols e uma virada recente
Já a Arena Itaquera tem um passado mais recente com a
Amarelinha: o amistoso em junho deste ano, que terminou com virada brasileira
sobre as norte-americanas. Nos últimos 10 anos, o estádio recebeu sete jogos da
Seleção Feminina, com seis vitórias e apenas uma derrota.
Mané Garrincha, um palco sem derrotas
Desde que a Arena Mané Garrincha foi reinaugurada para a
Copa do Mundo masculina de 2014, a Seleção Feminina jogou nove vezes na capital
federal, sem derrotas. Foram dois empates e sete vitórias.
Em dezembro de 2013, Brasília sediou o Torneio Internacional, que reuniu Brasil, Chile, Escócia e Canadá. Um ano depois, a seleção conquistou novamente o título, dessa vez sobre a Argentina, China e Estados Unidos. O último jogo no Mané foi o amistoso com o Chile na véspera da Copa do Mundo de 2023, em que venceu por 4 a 0.