REGIONAIS BAHIA 2025.2

‘É inadmissível’, dispara Mauro Vieira, prefeito de Anguera, sobre queda na receita do Fundeb para 2026

Foto: Divulgação

O ano de 2026 começa com preocupação para a gestão municipal em Anguera. A queda na receita do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para o município foi classificada como ‘inamissível’ pelo prefeito Mauro Vieira. A redução na receita prevista foi de 11,47%. Para o ano de 2025, o município recebeu R$ 42.023.868,41, já para 2026, o recurso, que é utilizado para educação, será de R$ 37.168.069,77.

Vieira lamentou a queda na receita, que não acompanha os investimentos feitos pela gestão municipal na educação. “Isso impacta no recurso do município. Eu falo o impacto negativo na gestão, que nós tínhamos aí R$ 42 milhões, que foi do ano passado, caímos para R$ 37 milhões. Nós estamos com a equipe técnica trabalhando, tentando descobrir o que aconteceu, porque nós aumentamos o número de alunos, saímos de 44 rotas do transporte escolar para 77. Foram muitos investimentos e é inadmissível que aconteça o que aconteceu. Toda a equipe técnica da Prefeitura vai estar lá procurando justificativa dos órgãos que trabalham com a educação para descobrir o que aconteceu”, disse o prefeito ao programa Municípios News.

A queda na receita do Fundeb de Anguera se comparada a cidades da região do mesmo porte mostra um comportamento diferente. Em São Gonçalo do Campos, por exemplo, a receita para 2026 cresceu 11%. O município irá receber R$ 38.400.739,96. Em 2025, o valor foi de 34.613.281,55. Conceição da Feira também registrou aumento na receita, um salto de 18,43%. A cidade receberá para 2026 R$ 55.196.033,10. Em 2025, o valor foi de R$ 46.636.917,61. “Confesso que eu fiquei muito triste porque nós temos praticamente uma das melhores educações do estado e isso compromete o orçamento para que a gente possa investir melhor no professor e possa trazer mais qualidade na educação pois caímos de 42 [milhões] para 37 [milhões] muito dinheiro. E isso vai impactar direto nos investimentos que nós já vínhamos fazendo. Nós estávamos com nove escolas em intervenção, investimentos na construção de mais duas creches, com aporte de quase 2 milhões do município e isso tudo a gente vai ter que recuar. A gente vai ter uma certa dificuldade, principalmente na valorização dos profissionais da educação”, concluiu Mauro Vieira.

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